Esse post deveria ser uma resenha de um material artístico que comprei, mas confesso que não estou sabendo lidar muito bem com ele.
Então para ter mais tempo de estudar antes de escrever sobre ele aqui no blog, decidi falar sobre um trabalho que fiz anos atrás, porém só agora eu estou terminando.
O nome do trabalho é o que dá título ao texto: "Quando você deixou de acreditar?"
Não me lembro bem o que motivou a professora a pedir o trabalho, ou por que exatamente tivemos que fazê-lo — só sei que o fiz assim.
Decidi fazer o trabalho em uma folha A3, com vários desenhos que encontrei pela internet e colocar a frase no meio da folha para chamar atenção.
Apresentei o trabalho. Lembro que meus colegas gostaram e uma em especial chegou a pintar a bandeira de Brasil de vermelho… 😁😁😁😁😁
A ideia era espalhar cópias pela faculdade e deixar um pacote de giz de cera para quem quisesse pintar.
Nunca fiz isso, perdi a oportunidade de fazer uma intervenção experimental...
Imprimi algumas cópias e guardei em uma pasta com a promessa de que algum dia eu terminaria de pintar tudo e postaria nas minhas redes sociais.
Porém, 6 anos passaram, muitas coisas aconteceram em minha vida e acabei deixando essa promessa de lado para dar atenção a outras coisas e para ser sincera, a preguiça também teve sua parte nisso. Mas isso papo para outro post.
Este ano, no entanto, decidi que iria terminar esse trabalho de qualquer jeito. Não ia deixá-lo em branco para todo sempre e não era o objetivo do trabalho que fiz com tanto carinho, apesar de não gostar das aulas que a professora que pediu esse trabalho dava.
Aproveitei que comprei uma grade para expor meus desenhos, no ano de 2024, e o coloquei lá para sempre me lembrar que precisava finalizá-lo.
Teve um dia, no início do ano, em que comecei a pintar — mas não terminei e coloquei de novo na grade e ele ficou lá incompleto, me lembrando o tempo todo que tenho que terminá-lo.
Nesta semana, tomei uma decisão: vou reservar algumas horas do meu dia para terminar esse desenho. Não aguentava mais o ver inacabado.
E foi assim que, depois de seis anos, eu finalmente terminei esse trabalho. Consegui pintar todos os desenhos da folha. Agora ele está como na foto: exposto na minha grade, todo pintado, finalizado e me dando orgulho de conseguir terminar algo.
Percebi que se tivesse me dedicado um pouquinho do meu tempo, todo dia, teria terminado esse trabalho antes. Mas não... eu queria fazer tudo no mesmo dia — o que, claro, só aumentava a minha procrastinação.
Quantas coisas deixamos para depois, por conta de querer fazer tudo no mesmo dia, na mesma hora, sendo que se você tirasse alguns minutos do seu dia apenas, você terminaria o que queria fazer em dias, semanas ou poucos meses?
Outra coisa que aprendi finalizando esse trabalho é o sentimento de orgulho de ver algo que você fez estar finalmente ganhando vida. A cada dia que pintava um pouco mais e via que a parte final chegando, sentia orgulho de mim mesma — por estar me dedicando a algo que criei. Provei a mim mesma que sou capaz de finalizar algo.



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